Fernando Mexía Los Angeles (EUA.), 14 jun (EFE).- Os protótipos de robôs mais em forma do mundo lutam desde sexta-feira na cidade de San Francisco pela medalha de ouro nos RoboGames, uma competição tecnológica onde esportes como futebol e hóquei dividem espaço com combates mortais.A competição reúne tanto engenheiros de universidades que testam seus últimos avanços na área de robótica, como meros espectadores que desenvolvem andróides em seu tempo livre e vão ao encontro com a intenção de demonstrar que sensores, circuitos e motores não são apenas coisa de especialistas.
"É um evento aberto, como uma Olimpíada. Qualquer um pode participar, o que permite que muitos tipos diferentes de construtores se conheçam, algo que não ocorreria se não fosse pelos jogos", disse à Agência Efe o fundador do RoboGames, David Calkins, que qualificou a competição como um "encontro de mentes".
O evento, o maior do mundo em robótica, conta com 70 categorias, oito das quais são para humanóides. Entre as atividades do evento estão o futebol, o hóquei, o basquete além de outras mais específicas, como apagar incêndios e fazer um bom coquetel.
A principal categoria, no entanto, é o combate mortal realizado em um recinto à prova de balas onde 340 robôs de diferentes origens e com várias armas se enfrentam em uma competição em que o objetivo é destruir o oponente.
Uma vez iniciada a luta, a esportividade brilha por sua ausência e as máquinas iniciam seus mecanismos de ataque e defesa, que passam por cuspir fogo, levantar e lançar o adversário ou despedaçar sua estrutura metálica.
O prêmio final: subir no lugar mais alto de um pódio e receber uma medalha de ouro.
Apesar de seu caráter universal, os RoboGames contam com uma participação em massa dos americanos, país que em edições anteriores venceu a maioria das categorias.
Como exemplo, em 2007 os robôs dos EUA ganharam 93 medalhas, 32 delas de ouro, enquanto o segundo classificado, Cingapura, ficou com 17, três a mais que o terceiro, a China.
"Chegam os melhores andróides de Japão, Coréia do Sul, EUA, e outros lugares. Contamos a cada ano com um grupo que vem do Brasil que é surpreendente. Competem durante o dia todo e fazen festa toda a noite. Não sei como fazem isso", comentou Calkins.
No ano passado, os brasileiros conseguiram dois ouros e um bronze, e ficaram em décimo lugar.
"Os esportes são parte da humanidade, portanto o mero aspecto esportivo é divertido", indicou Calkins.
O fundador do RoboGames ressaltou que estes jogos supõem um incentivo para a pesquisa e o desenvolvimento da robótica.
"Estas máquinas fazem com que nossa vida seja melhor", disse Calkins, que citou como exemplo a competição chamada Tetsujin, em que são exibidas inovações artificiais destinadas ao uso humano.
"Um dia os coxos poderão caminhar, andróides andantes nos ajudarão a fazer nosso trabalho e os robôs bombeiros salvarão nossas casas dos incêndios", disse o especialista em robótica.
O RoboGames, que acontece em San Francisco até o próximo domingo, foi criado em 2004 com o nome de ROBOlymipics como um lugar de encontro e troca de conhecimentos. EFE fmx/rr |Q:CYT:pt-BR:13010000:Ciência e tecnologia:Tecnologias (geral)|
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