segunda-feira, 9 de junho de 2008

Hipertexto, fechamento e o uso do conceito de não-linearidade discursiva

Neste artigo, o professor Marcos Palácios analisa as novas formas de leitura e escrita proporcionadas pelas ferramentas da web. Ele trabalhará os conceitos de não-linearidade discursiva, hipertextualidade e fechamento.

Primeiramente, Palácios explica que a não linearidade discursiva não é uma possibilidade somente da web, como exemplo ele cita obras impressas como "O Jogo de Amarelinha", de Júlio Cortázar e "Se numa noite um Viajante", de Ítalo Calvino, que apesar das limitações oferecem ao leitor certa liberdade na construção da leitura. Contudo, a web potencializa a capacidade do leitor de interferir na história e construir, juntamente com o autor, o sentido da leitura. Um exemplo é a obra "Afternoon, a Story", de Michael Joyce. O tabalho é o marco inicial da literatura e hipertexto - cadeia de linkagens que cria uma infinidade de caminhos passíveis de seram percorridos pelo leitor.

Palácios propõe também uma outra designação para a prática da leitura hipertextualizada. Enquanto muitos estudiosos trabalham com o conceito de não-linearidade discursiva, criando um falso entendimento de caos na leitura, Palácios utiliza o termo "multilinear". Apesar do grande universo de possibilidade de leituras através do processo de linkagens sucessivas e em permanente ramificação, o professor explica que há dentro desse "infinito" encadeamento o estabelecimento de um fio de sentido, uma lógica própria dentro de cada leitura particularizada.

O trabalho apresenta as principais características do discurso multilinear, em contraposição ao não-linear. Trata também da adaptação do discurso, em termos de duração, à hsitória contada.

O artigo pode ser acessado através do endereço http://www.comunica.unisinos.br/tics/textos/1999/1999_mp.pdf

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