sexta-feira, 13 de junho de 2008

Cinema Mínimo

Rodrigo Sombra

Spike Lee acaba de assinar contrato coma a Nokia, para produzir filme inteiro captado com celular. Alem da edição, Lee tambem irá captar imagens e combiná-las com material enviado pelo público. O fato de um diretor consagrado como Lee concordar em fazer filmes com um instrumento tecnológico cuja função central não é a produção de cinema, aqueceu a discussão sobre a produção e consumo de filmes em plataformas móveis.

A despeito de quem desacredita as possibilidades de criação do formato fílmico em interfaces como os celulares, o Lee explica em entrevistas a sua boa relação com trabalhos comerciais e acredita que filmes usando celulares tem futuro. Se aqui e ali ouvimos críticos atacarem a moda de fazer filmes em celular, o coro dos descontentes não é menor quando se trata daqueles que repudiam assistí-los nesse suporte.

“Filme cada um vê como e onde quiser. O problema é a influência que o nanocinema fruído em celular possa exercer sobre a estética cinematográfica, impondo-lhe deletérias limitações visuais, aurais e narrativas”, comenta o crítico de cinema Sérgio Augusto[ex-Pasquim], em artigo publicado no Estadão de 26 de Janeiro.

E Sérgio Augosto não está só. O excêntrico cineasta americano David Lynch destilou reprovação virulenta aos espectadores de filmes em celular. Em extra do DVD de seu último filme, O Império dos Sonhos, Lynch diz que quem vê filmes no telefone está sendo trapaceado, jamais terá a experiência real do filme.

Confira abaixo o vídeo em que Lynch esconjura os filminhos vistos em celular.


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