quinta-feira, 26 de junho de 2008
Nasa e ESA se aliam para descobrir segredos dos buracos negros
As agências espaciais norte-americana, Nasa, e européia, ESA, destinarão mais de US$ 2 bilhões e 15 anos de trabalho para tentar detectar as ondas gravitacionais previstas por Albert Einstein na teoria da relatividade. O objetivo é revelar os segredos dos buracos negros.
A aliança das agências espaciais se materializará no projeto Lisa, que tentará comprovar a existência da radiação gravitacional, ou seja, as ondas geradas em grandes cataclismos astrofísicos.
As ondas são geradas, por exemplo, na colisão de duas estrelas, de dois buracos negros ou na explosão de uma supernova. A medição dessas ondas abrirá uma janela até hoje inexplorada na observação do Universo.
Além disso, ajudará a compreender o mistério dos buracos negros produzidos "no início do Universo quando as galáxias eram muito jovens", afirma o físico canadense Clifford Martin Will, pesquisador do Instituto de Astrofísica de Paris e da universidade Pierre et Marie Curie.
Buracos negros são formações espaciais com enorme força gravitacional. Tanto que nada, nem mesmo a luz, pode escapar de sua ação. Por isso é que essas regiões ganharam tal nome.
O projeto Lisa é composto por três naves espaciais que orbitarão ao redor do Sol, configurando um triângulo eqüilátero, a 100 milhões de quilômetros entre elas. Cada nave enviará as outras duas um feixe de luz que permitirá detectar qualquer ínfimo movimento que experimentem, inclusive se for do tamanho do núcleo de um átomo.
Embora estivesse previsto que estes três satélites fossem enviados ao espaço em 2011, a data de lançamento foi adiada, por enquanto, até 2018, devido ao alto custo da operação, que necessitará de um investimento de mais de US$ 2 bilhões, e ao "grande desafio técnico" que representa um projeto como esse.
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