A seguir um resumo do texto da última aula.
O autor inicia o texto apresentando um primeiro conceito para os meios táticos. Segundo ele, a expressão designa um conjunto de práticas culturais inauguradas na Europa, nos anos 90, pautadas pela utilização de meios de comunicação de acesso público como forma de crítica à estrutura capitalista cultural vigente.
O movimento dos meios táticos é pautado pelo experimentalismo no uso artístico, teórico, técnico e ativista da tecnologia; pela flexibilidade , uma vez que os meios táticos se configuram como estruturas de formação coletiva, sem lugar ou padrão de atuação fixos; pela ironia ao se utilizarem dos próprios meios de comunicação para criticá-los; pelo amadorismo através do uso dos meios DIY; e finalmente pela subversão de símbolos necessária para que a tática, a “arte do fraco” que se ocupa do terreno do inimigo para realizar sua ações, possa ser posta em prática.
Citando então, em seguida, Garcia e Lovink, o autor traz dois outros conceitos mais antigos que foram incorporados aos meios táticos. O primeiro deles, as TAZ, ou zonas autônomas temporárias, que podem ser exemplificadas através das primeiras raves holandesas, são espaços de libertação que sem criar hierarquias de poder permitem que as pessoas se encontrem, sem duração definida, “fora” do sistema. O segundo conceito é o détournement, uma prática artística que subvertendo os símbolos e, portanto, as mensagens dos meios de comunicação de massa tiram-lhes o valor mercantil de espetáculo através de paródias ou plágios desmoralizantes, por exemplo.
No próximo tópico de seu escrito, Miguel Afonso Caetano, nos fala sobre o CAE, ou Critical Art Emsemble, um coletivo artístico americano que tentou definir mais resumidamente o que seriam os meios táticos, nos apresentando, então, mais um conceito. Para esse grupo existem 4 princípios básicos para que projetos possam participar do movimento. O primeiro princípio diz que os meios táticos são uma forma de intervencionismo digital não por existirem primordialmente na Internet, mas pelas amplas facilidades que o meio digital possibilitam; o segundo diz que os envolvidos no movimento podem utilizar quaisquer meios que sejam necessários em cada situação prática; o terceiro princípio fala sobre o valor do amadorismo; e o quarto sobre a efemeridade dos meios táticos.
O problema, entretanto, da formulação de conceitos está, como aponta Caetano, no fato de que é a partir desse momento que movimentos de contestação primordialmente underground, passam a ser cobiçados pelo sistema vigente, e então logo são incorporados por ele. O que se percebe, também, é que, com todos esses conceitos sendo elaborados simultaneamente, existe uma falta de consenso geral sobre o que seriam realmente os meios táticos, quais as práticas que eles englobam e o que os diferenciam de outras correntes ativistas da contemporaneidade. Talvez esse último problema seja mesmo intrínseco de movimentos coletivos como os meios táticos, ou talvez ocorra por conta de sua demasiada amplitude de atuação, mas o que se sabe com certeza é que uma das críticas centrais do autor se baseia justamente em um esvaziamento de sentido que o movimento passa decorrente dos dois problemas citados acima.
Para finalizar o texto o autor português traz então mais dois pensadores para a discussão. Enzensberger, o hiper-otimista acredita que sendo os meios elementos que necessitam de manipulação, o ponto que deve se tentar atingir é que todos possam manipular os meios de comunicação democraticamente, ou seja, o ideal é que os receptores possam também ser produtores de informação. Já Baudrillard, o pessimista, acha que existe nos meios de massa uma falta de interatividade real por conta da nula democracia na manipulação desses meios. Para ele se as possibilidades não são iguais de resposta (profissionais de tv versus amadorismo personalizado de vídeos caseiros) o que acontece é um monopólio de palavra que não pode ser quebrado senão através de ações práticas de guerrilha. Caetano termina em cima do muro, dizendo então que "o caminho a seguir para os media tácticos será porventura a coordenação de iniciativas compostas por uma vertente virtual e acções reias".
O movimento dos meios táticos é pautado pelo experimentalismo no uso artístico, teórico, técnico e ativista da tecnologia; pela flexibilidade , uma vez que os meios táticos se configuram como estruturas de formação coletiva, sem lugar ou padrão de atuação fixos; pela ironia ao se utilizarem dos próprios meios de comunicação para criticá-los; pelo amadorismo através do uso dos meios DIY; e finalmente pela subversão de símbolos necessária para que a tática, a “arte do fraco” que se ocupa do terreno do inimigo para realizar sua ações, possa ser posta em prática.
Citando então, em seguida, Garcia e Lovink, o autor traz dois outros conceitos mais antigos que foram incorporados aos meios táticos. O primeiro deles, as TAZ, ou zonas autônomas temporárias, que podem ser exemplificadas através das primeiras raves holandesas, são espaços de libertação que sem criar hierarquias de poder permitem que as pessoas se encontrem, sem duração definida, “fora” do sistema. O segundo conceito é o détournement, uma prática artística que subvertendo os símbolos e, portanto, as mensagens dos meios de comunicação de massa tiram-lhes o valor mercantil de espetáculo através de paródias ou plágios desmoralizantes, por exemplo.
No próximo tópico de seu escrito, Miguel Afonso Caetano, nos fala sobre o CAE, ou Critical Art Emsemble, um coletivo artístico americano que tentou definir mais resumidamente o que seriam os meios táticos, nos apresentando, então, mais um conceito. Para esse grupo existem 4 princípios básicos para que projetos possam participar do movimento. O primeiro princípio diz que os meios táticos são uma forma de intervencionismo digital não por existirem primordialmente na Internet, mas pelas amplas facilidades que o meio digital possibilitam; o segundo diz que os envolvidos no movimento podem utilizar quaisquer meios que sejam necessários em cada situação prática; o terceiro princípio fala sobre o valor do amadorismo; e o quarto sobre a efemeridade dos meios táticos.
O problema, entretanto, da formulação de conceitos está, como aponta Caetano, no fato de que é a partir desse momento que movimentos de contestação primordialmente underground, passam a ser cobiçados pelo sistema vigente, e então logo são incorporados por ele. O que se percebe, também, é que, com todos esses conceitos sendo elaborados simultaneamente, existe uma falta de consenso geral sobre o que seriam realmente os meios táticos, quais as práticas que eles englobam e o que os diferenciam de outras correntes ativistas da contemporaneidade. Talvez esse último problema seja mesmo intrínseco de movimentos coletivos como os meios táticos, ou talvez ocorra por conta de sua demasiada amplitude de atuação, mas o que se sabe com certeza é que uma das críticas centrais do autor se baseia justamente em um esvaziamento de sentido que o movimento passa decorrente dos dois problemas citados acima.
Para finalizar o texto o autor português traz então mais dois pensadores para a discussão. Enzensberger, o hiper-otimista acredita que sendo os meios elementos que necessitam de manipulação, o ponto que deve se tentar atingir é que todos possam manipular os meios de comunicação democraticamente, ou seja, o ideal é que os receptores possam também ser produtores de informação. Já Baudrillard, o pessimista, acha que existe nos meios de massa uma falta de interatividade real por conta da nula democracia na manipulação desses meios. Para ele se as possibilidades não são iguais de resposta (profissionais de tv versus amadorismo personalizado de vídeos caseiros) o que acontece é um monopólio de palavra que não pode ser quebrado senão através de ações práticas de guerrilha. Caetano termina em cima do muro, dizendo então que "o caminho a seguir para os media tácticos será porventura a coordenação de iniciativas compostas por uma vertente virtual e acções reias".
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