sexta-feira, 6 de junho de 2008

Ouvindo o Feedback - Steven Johnson

Resumo do texto da aula de 05 de junho de 2008



O texto começa relatando o episódio em que a mídia, a partir de um disparo, começa a divulgar uma história a princípio irrelevante, mas vai ganhando força a cada matéria publicada. A história era o suposto envolvimento do então candidato à presidência Bill Clinton com uma cantora de cabaré Gennifer Flowers. Steven Johnson ressalta a mudança do sistema da mídia. O sistema antes era top-down (de cima para baixo) para um modelo mais distribuído, o bottom-up, no qual as emissoras locais disporiam das matérias que a rede central teria rejeitado.
No caso Flowers o autor questiona a ética no jornalismo, a relevância de notícias como estas e a dimensão que a cobertura toma. Ao falar que os meios de comunicação transformam pequenos incidentes em eventos significativos, o autor apresenta a idéia da necessidade da presença do feedback, seja para o crescimento ou para a auto-regulação, em sistemas descentralizados como a mídia a partir da década de 1990.
Johnson faz uma analogia do novo sistema da mídia com a rede neural do cérebro humano. Ou seja, o mesmo acontece quando os neurônios, durante a atividade neural, necessitam das conexões em variados sentidos para se comunicarem. A mídia, ao se descentralizar, torna-se “densamente interconectada”.
A repercussão da história de Gennifer Flowers é mostrada como um exemplo de feedback positivo, ou seja, a partir da pergunta do repórter Jim Wooten a mídia passou a fazer acréscimos ao caso, publicando um número cada vez maior de matérias.
De outro modo, o autor explica o feedback negativo ao exemplificá-lo com o termostato do ar-condicionado. O aparelho faz a leitura da temperatura do ambiente e se ajusta com a temperatura solicitada para manter um equilíbrio.
Passamos a lidar com a informação como um meio para o feedback negativo desde que Norbert Wiener publicou Cibernética em 1949, no qual define auto-regulação como homeostase.
A partir disso, passa-se ao exemplo do corpo humano como algo que necessita de feedback negativo para o compreendê-lo como um sistema homeostático. A partir da década de 1970 passou a surgir formas de extrair feedback artificial, tendo como exemplo o biofeedback (onde este monitora as alterações nos níveis de adrenalina e tensão muscular em tempo real, a idéia é que os pacientes regulem sua ansiedade ou nível de estresse) e o neurofeedback (que serve para medir os resultados das ações do cérebro medindo as próprias ondas do cérebro e as traduz em imagens e sons gerados por computador).
Voltando à mídia em si, Steven Johnson fala dos pontos de encontro on-line. As comunidades do tipo ECHO e o Well eram tidas no princípio como sistemas homeostáticos, até por terem um número reduzido de participantes. Porém foram surgindo líderes que concentravam as discussões, dando espaço para os donos da verdade. No mundo face a face há mais probabilidade de controle coletivo.
Como exemplo bem sucedido (em termos) de um controle de feedback o autor dá Slashdot, site em que as pessoas fazem comentários sobre notícias postadas. No início havia um controle das mensagens, pois era menor a freqüência. Com o crescimento do site, o criador Rod Malda entregou o controle da qualidade das mensagens postadas para toda a comunidade. O site dá o status de moderador a alguns de seus participantes, por um tempo limitado, para que eles dêem pontos de 1 a 5 para as contribuições de outros usuários. As avaliações levam a algo chamado por Malda de carma: ao passo que as contribuições de determinado usuário recebessem nota alta, ele futuramente seria convocado a ser um moderador por tempo limitado. Segundo Johnson, o Slashdot, que foi precursor dessas avaliações que hoje se disseminam pela Web, é um exemplo de controle descentralizado, em que há uma mistura de feedbacks positivo e negativo.






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