sábado, 31 de maio de 2008

Roma Renascida

O Coliseu, em Roma
Turistas podem simular visitas às ruínas romanas
A Roma Antiga foi trazida para o presente por meio de um projeto de reconstrução digital tido como o maior do mundo.

Uma equipe internacional de arquitetos, arqueólogos e especialistas em computadores passou dez anos trabalhando em um modelo tridimensional, em tempo real, da cidade, batizado de Rome Reborn, ou Roma Renascida.

Cerca de sete mil prédios foram escaneados e reproduzidos a partir de um modelo da cidade exposto no Museu da Civilização Romana, em Roma.

Os usuários entram na cidade na era de Constantino e podem olhar as construções por dentro.

A simulação acontece no ano 320 D.C., tido como o período de apogeu da Roma Antiga, quando ela tinha um milhão de habitantes.

"Podemos levar as pessoas embaixo do Coliseu e mostrar a elas como os elevadores funcionavam para trazer os animais das câmaras subterrâneas para as caçadas que eles organizavam em cima", disse Bernard Frischer, líder do projeto e chefe do Institute for Advanced Technology in the Humanities da University of Virginia, nos Estados Unidos.

A simulação reconstrói o interior de cerca de 30 prédios - incluindo o Senado, o Coliseu e a Basílica construída pelo imperador Maxentius - completa com afrescos e decorações.

Participaram do projeto especialistas de universidades na Virgínia e na Califórnia, assim como de institutos de pesquisa na Itália, Alemanha e Grã-Bretanha.

Conquista Tecnológica

Um grupo de arqueólogos explicou como teria sido a aparência de estátuas e monumentos se não tivessem sido escurecidos pela poluição.

Mapas antigos e catálogos detalhando "prédios de apartamentos, residências particulares, hosperarias, armazéns, padarias e até bordéis" foram usados, disse Frischer.

O projeto será usado para fazer mais pesquisas sobre a vida na Roma Antiga e será atualizado de acordo com descobertas arqueológicas.

Por exemplo, os pesquisadores querem usar o simulador para calcular a capacidade de monumentos como o Coliseu. As estimativas dos especialistas variam muito, entre 35 e 78 mil pessoas.

"Este é o primeiro passo na criação de uma máquina do tempo virtual que nossos filhos e netos vão usar para estudar a história de Roma e de muitas outras grandes cidades do mundo", disse.

Frischer explicou que já há negociações com a companhia Linden Labs, na Califórnia, para que o simulador seja disponibilizado no site da empresa, Second Life, na internet.

A simulação não inclui personagens, mas o projeto comercial traria uma população de milhares de figuras, algumas delas baseadas em esqueletos e outras descobertas arqueológicas encontradas em Roma e no resto da Itália.

Fonte: www.bbcbrasil.com

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