terça-feira, 13 de maio de 2008

Neuromancer

Olá pessoal!

Estava dando uma olhada nos quadrinhos aqui da loja (RV Cultura e Arte) e descobri uma versão de uma editora portuguesa, chamada Meribérica, do romance do Gibson, Neuromancer. O álbum se chama Neuromante e foi traduzido para o portugues por Tom de Haven e Bruce Jensen em 1989. Resolvi então fazer uma crítica rápida da banda desenhada e postar por aqui.

Sinopse:
" O ciberespaço era a última fronteira. As brilhantes e enredadas teias de data nas maçiças redes de computadores do mundo estavam à mercê do saque.
Case tinha 24 anos. Aos 22 fora um cowboy da Interface, um dos melhores ases de computadores do Sprawl urbano, que se estendia pela costa Leste da América do Norte. Ladrão, trabalhará para ladrões ligado a uma consola de computador de projectava a sua consciênccia incorpórea na matriz das redes mundiais de computadores. Roubava segredos dos computadores das empresas, vendendo-os ao maior licitador.
Então, como faz a maioria dos ladrões, cometeu um erro clássico. Roubou os seus empregados. Esperara morrer, mas eles apenas sorriam. Em vez disso, queimaram-lhe o sistema nervoso, para que ele nunca mais voltasse a experimentar a matriz. Até que Molly lhe ofereceu sua última oportunidade. Médicos do mercado negro cura-lo-iam se, em troca, ele fizesse o que poderia ser a sua última e desesperada viagem."

Para começo de conversa essa foi uma das poucas traduções de sua novela que o Gibson conseguiu ler, e segundo ele, como podemos ler na introdução do álbum, essa adaptação à banda desenhada portuguesa se movimenta na mesma direção que sua obra, o que já é um ótimo começo!
Os desenhos foram feitos por Alex Jay e seguem um aquarelado bem ao estilo dos 80. O album todo alterna entre cenas em tons frios que representam as cidades do futuro século XXI, ou páginas inteiras em vermelho, marcando a atmosfera dos bares do submundo. Nas cenas em que a historia se desenvolve na rede, os gráficos são simples e computadorizados, como não poderiam deixar de ser.
Embora o albúm acerte pouco iconograficamente, Gibson parece ter previsto muito da relação que iria se desenvolver entre o ciberespaço e a sociedade de modo geral. Um exemplo muito proveitoso aparece na figura dos panteromodernos, um culto de jovens, principalmente, mais concretamente ligado à manipulação dos medias e ao nihilismo comercial, e que possuem um reconhecimento do grau em que os medias diferenciam os atos terroristas das ações sociopolíticas originais. Os personagens têm a ver então com os media, com ciberterrorismo, e com tecnofetiche. E não é isso que vemos diariamente hoje, em tempos de cibercultura???
A leitura é bem rápida, e a adaptação tem bastante ritmo. Diálogos curtos e narração que vai direto ao ponto, sem deixar de prender a atenção do leitor.
Para quem viu Matrix vale a pena ler a HQ!!! E, no final das contas, para quem ainda não viu também!!!!!
Larissa Martina

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