quinta-feira, 19 de junho de 2008

Hacker que aumentou as próprias notas pode pegar 38 anos de prisão

Jovem de 18 anos estudou em um dos melhores colégios da California.
Para entrar na faculdade, ele trocou seus conceitos 'F' por 'A'.

Fonte: G1

O jovem californiano Omar Khan, de 18 anos, corre o risco de ser condenado a 38 anos de prisão por ter invadido, com um computador, o registro de suas notas na escola. O hacker, que tinha tirado o conceito 'F' - reprovado - em diversas disciplinas no colegial, trocou todas suas notas pelo conceito 'A', o máximo.

De acordo com a promotoria do condado de Orange, na Califórnia, Khan é acusado de roubo e fraude de documentos públicos, fraude de computador, furto, roubo de identidade e receptação de material roubado.

A advogada Carol Lavacol, que defende o jovem, disse que Khan é "um bom garoto".

Segundo os registros da polícia, Khan teria utilizado senhas dos professores para invadir, entre janeiro e maio, os servidores da Tesoro High School, considerada uma das melhores escolas da Califórnia.

Em pelo menos uma das disciplinas em que foi reprovado, Khan tirou nota baixa por ter sido flagrado colando durante uma prova.

De acordo com a promotoria, Khan teria ainda alterado a nota de 12 outros alunos da escola, além de instalar códigos maliciosos nos computadores.

A fraude foi descoberta quando Khan tentou contestar a decisão da Universidade da Califórnia, que rejeitou seu pedido de inscrição. O aluno pediu cópias de seus registros escolares, e os professores suspeitaram ao ver o boletim repleto de notas 'A'.

Cientista vislumbra download de hardware e computadores que mudam de forma

O Dr. Roel Vertegaal ficou famoso ao inventar um cubículo de atenção, um local onde o trabalhador poderia desempenhar suas funções sem se distrair.

Uma fama sem qualquer admiração, é bom que se diga, pelo menos por parte dos trabalhadores, muitos dos quais correram para afirmar que não precisam ficar "fechados numa cela" para serem produtivos. Talvez não tenham entendido bem, porque o cubículo de atenção se torna totalmente transparente ao desejo do "encarcerado."

Interface orgânica

Agora o Dr. Vertegaal vem com algo mais cativante, na verdade uma tendência da indústria eletrônica à medida que se aprimoram as técnicas para fabricação de circuitos flexíveis e transparentes.

O pesquisador está construindo o que ele chama de "computadores não-planares." Muito além de telas e teclados flexíveis, o que ele está difundindo é um conceito de "interface orgânica," um computador capaz até mesmo de mudar de forma para facilitar a interação do usuário.

Imagine uma lata de refrigerantes com navegadores de Internet mostrando feeds RSS ou acompanhando pelo Twitter o que os seus amigos andam fazendo. Ou traillers do filme aparecendo em brinquedos temáticos.

Revolução na interação humano-computador

"Nós estamos falando de nada menos do que uma revolução na interação humano-computador," afirma Vertegaal. Ele compara nossos atuais computadores com telas planas ao povo do romance Flatland (mundo plano), que vive em apenas duas dimensões e, como resultado, tem uma visão estreita e deturpada da realidade.

A sua Interface Orgânica Cinética permite que os computadores ajustem seu formato de acordo com a necessidade que ele vai atender ou segundo as interações com o usuário. O conceito é muito parecido com a Argilotrônica, que permitirá que os computadores não apenas mostrem imagens, mas objetos físicos em três dimensões.

Download de hardware

Por enquanto as experiências estão limitadas pelo avanço da tecnologia, mas o laboratório do Dr. Vertegaal já está unindo o papel eletrônico, a tecnologia de multitoque e os circuitos eletrônicos flexíveis para construir engenhocas como uma caneca de café capaz de mostrar traillers de filmes ou qualquer outra coisa que possa ser vista pela Internet. Ou a bancada de desenvolvimento de gadgets, que pode ser vista no filme.

Mas os sonhos de Vertegaal vão bem além: ele quer construir um sistema que permita o download de hardware, a partir de uma loja de peças computacionais individuais, evitando o desperdício que representa a compra de novos átomos.

"Esta será a fronteira final no projeto de interfaces de computadores que transformem o mundo natural em software, e o software em um mundo natural," vislumbra ele.

Debates sobre inclusão digital

O vídeo, disponibilizado no endereço abaixo, aborda alguns dos pontos de discutimos na aula referente ao texto "O CARÁTER PSEUDO DA INCLUSÃO DIGITAL". Vale conferir!

http://www.youtube.com/watch?v=jbT1oREBFv8&feature=related

terça-feira, 17 de junho de 2008

O DIGITAL E O VIRTUAL NAS EMISSORAS DE RÁDIO EM SALVADOR

Caros colegas, resolvi postar aqui no blog um artigo que escrevi quando fui bolsista do GEPICC (Grupo de Estudos de Políticas de Informação, Cultura e Comunicações) sob orientação do professor Othon Jambeiro. O artigo foi feito a partir de uma pesquisa nas emissoras de rádio de Salvador. A intenção da pesquisa era fazer um levantamento das tecnologias utilizadas pelas emissoras de rádio de Salvador, avaliar o nível de digitalização de suas atividades e investigar o uso que fazem da Internet para virtualizar informações e interagir com os ouvintes. As entrevistas feitas com os técnicos de som das emissoras mostram, entre outras descobertas, que as 21 emissoras de rádio da cidade já operam com equipamentos digitais em quase todas as suas atividades, ficando de fora apenas a emissão, ainda não permitida pela legislação brasileira (a pesquisa é de 2006). Um outro aspecto abordado, como foi dito, é o aproveitamento por partes dessas emissoras com as novas possibilidades de inteção oferecidas pela Internet. A pesquisa foi feita em parceria com a colega Stella Dourado e com a orientação e ajuda de Othon Jambeiro e Susane Barros.
O artigo está hospedado no Rapidshare e o link aí está para quem interessar possa:

O DIGITAL E O VIRTUAL NAS EMISSORAS DE RÁDIO EM SALVADOR

Mozilla libera versão final do Firefox 3, e aguarda recorde

De código aberto, navegador é concorrente do Internet Explorer, da Microsoft.
Software pode ir para o Guinness como o programa mais baixado no dia de estréia.
A Mozilla Foundation, desenvolvedora do navegador Firefox, lançou oficialmente às 14h desta terça-feira (17) a versão finalizada do Firefox 3. Após três anos de desenvolvimento e seis meses de testes com o público, o programa está disponível para download no site oficial da Mozilla, ou na página especial do "Download Day 2008". É possível que os sites oficiais fiquem congestionados nas primeiras horas.

O objetivo da campanha "Download Day 2008" é a quebra de um recorde: a Mozilla convocou os usuários das versões anteriores do Firefox para baixarem o programa e conseguir o maior número de downloads no período de 24 horas logo após o lançamento. Quem baixar o arquivo pelo Baixatudo também contribuirá para o estabelecimento do recorde.

Entre as adições ao Firefox 3 estão recursos de segurança e capacidade dos usuários navegarem por sites quando não estão conectados à internet. Outras novidades são o novo gerenciador de downloads, a barra de endereços e a lista de sites favoritos. A Mozilla também afirma que o programa usa menos memória que o Firefox 2.

Concorrência com o Explorer

Lançado oficialmente no final de 2004 como "substituto" do finado Netscape Navigator, o browser é hoje o principal concorrente do Internet Explorer, da Microsoft, que é usado por cerca de 75% dos proprietários de computadores, de acordo com a Net Applications, uma empresa de monitoramento de participação de mercado.

O Firefox tem hoje 170 milhões de usuários no mundo e 18% de participação no mercado de navegadores. Embora esteja distante do líder, o número pode ser considerado impressionante, já que a maioria dos usuários de Firefox escolheu baixar o software da internet por vontade própria, mesmo com o Internet Explorer já instalado de fábrica em seus PCs.

17/06/2008 - 14h16 - Atualizado em 17/06/2008 - 17h48 Do G1- São Paulo






Está me dando impaciência e agonia só em ler a noticia. Acho que essa é a intenção dos artistas. Pelo menos pra mim, contemplar a tecnologia desse jeito fica difícil. Em uma sociedade frenética como a de hoje, não sei até que ponto um projeto desse vai pra frente...

Projeto artístico envia e-mails por chips em lesmas

Animais receberam implante para que possam encaminhar mensagens de internautas.

Três lesmas tiveram chips eletrônicos implantados em seus corpos para que possam transportar e-mails escritos por pessoas que visitam um site.

O projeto de "arte lenta", intitulado Real Snail Mail, foi desenvolvido por alunos da Universidade de Bournemouth, na Grã-Bretanha, e será apresentado na conferência Siggraph, em Los Angeles, nos Estados Unidos, em agosto.

Na era cibernética, as lesmas Muriel, Austin e Cecil se tornaram "carteiros eletrônicos".

Ao invés de comunicação instantânea, as mensagens dos visitantes viajarão a uma velocidade média de 50 metros por hora, podendo levar dias, semanas ou até meses para chegar ao destinatário.

"Uma coisa que a tecnologia nos promete é velocidade, aceleração, sempre mais e em menos tempo", diz Paul Smith, um artista envolvido no projeto.

"Culturalmente, somos obcecados com o imediato", acrescenta. "Tempo não é para ser vivido, mas para ser preenchido até o ponto de explosão."

Cápsula

Os autores do projeto esperam que a iniciativa estimule as pessoas a diminuir o passo e contemplar a tecnologia e a obra.

Cada lesma foi equipada com uma cápsula minúscula que contém um chip de RFID, sigla em inglês para Identificação por Rádio Frequência. O chip permite que objetos se comuniquem a distâncias curtas.

Os usuários do serviço mandam suas mensagens pelo Real Snail Mail Website e elas são enviadas à velocidade da luz para um leitor eletrônico colocado dentro de um tanque.

Uma vez registrados pelo leitor de mensagens, os e-mails ficam aguardando um carteiro lesma.

À medida que se arrastam lentamente pelo tanque, as três lesmas ocasionalmente entram na faixa de alcance de um leitor eletrônico, que envia a mensagem ao chip RFID.

As mensagens são então fisicamente transportadas pelas lesmas em seus passeios pelo tanque até que uma delas passe perto de um segundo mecanismo leitor.

A partir daí, a mensagem é encaminhada pela rede seguindo a rota convencional.

"Pode ser muito frustrante para algumas pessoas", afirma a artista Vicky Isley, que também participa do projeto, à BBC. "(O trabalho) está revertendo completamente o sistema normal", acrescenta.

Lesma poderosa

Até agora, as três lesmas já conseguiram enviar 14 mensagens. E dez delas foram entregues por Austin, que faz uma média de uma entrega a cada 1,96 dia.

"Austin é uma lesma poderosa, está se saindo muito bem", disse Isley. "Ela é grande e é sempre a primeira a alcançar a comida."

A lesma Muriel, por outro lado, não conseguiu fazer nenhuma entrega.

O projeto vai ser uma das atrações da conferência de computação gráfica Siggraph em Los Angeles, entre 11 e 15 de agosto.

17/06/2008 - 17h58 - 20h24 BBC

Deveria ter pensado em criar o da Coca-Cola e da MC Donald's :)


Cresce disputa por nomes na internet

Nunca a internet gerou tantas disputas legais como agora. Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que, no ano passado, 2.156 casos foram levados aos tribunais internacionais por causa de conflitos entre proprietários de endereços na web. Em 1999, apenas um caso desses havia chegado aos tribunais. Desde então, o Brasil, por exemplo, já entrou na Justiça com 102 casos, o que torna o País o 15º maior entre as vítimas de abusos de endereços na internet.

O registro de endereços na internet foi criado como uma espécie de registro de todos os sites do mundo. Mas, com a web se transformando em um gigantesco veículo de comunicações, personalidades, empresas, países e até times de futebol se deram conta de que seus nomes estavam sendo registrados sem sua autorização. Quando uma dessas pessoas ou entidade tentava criar um site, se deparava com seu nome já registrado, sendo obrigado a comprá-lo.

Em Genebra, porém, um tribunal foi estabelecido em 1999 para lidar com esses casos de abusos. Em menos de dez anos, as disputas pela marca na Internet explodiram.

O tribunal, que foi instalado na Organização Mundial de Propriedade Intelectual, teve uma alta nos casos de 18% entre 2006 e 2007. Em relação a 2005, a alta foi de 48%.

RESGATE

A maioria dos casos são de pessoas que registram nomes de personalidades e de empresas e depois pedem um "resgate" para liberar o site com o nome da pessoa. Xuxa, Ronaldinho Gaúcho, TV Globo, Vasco da Gama e vários outros nomes brasileiros já foram vítimas do golpe e tiveram de entrar com protestos no tribunal internacional para reconquistar seus endereços na web com seus próprios nomes.

Desde 1999, um total de 12,3 mil casos vindo de cem países passaram pelos árbitros. Para Francis Gurry, responsável pelo centro de mediação, a expansão reflete o crescimento da internet pelo mundo.

Não por acaso, o maior número de casos vem dos Estados Unidos, com mais de 5,7 mil disputas desde 1999. A França vem em segundo lugar, com 1,3 mil casos.

Um grande número de ataques também é dirigido contra o registro abusivo de nomes na China, com mais de 640 casos. Mas quase metade dos crimes cibernéticos vêm mesmo dos Estados Unidos e da Inglaterra.

Vítimas dos abusos ainda são a Airbus, Fifa, Madison Square Garden, Harvard Business School e muitos outras entidades que são obrigadas a se defender nos tribunais. Uma das estratégias dos autores dos crimes é o de registrar nomes com uma ou duas letras diferentes do nome original e contar que a pessoa que esteja buscando o site cometa erros de ortografia.